17 março 2015

[Especial Ghibli] Túmulo dos Vagalumes (Hotaru no Haka)




Praticamente até agora eu só falei do Miyazaki, Miyazaki ali, Miyazaki aqui. Mas agora é a vez do: Isao Takahata.

Lembram que eu falei em Totoro que um outro filme foi lançado no mesmo ano(1988)? Na verdade, no mesmo mês/dia (não lembro certinho).  É este aqui. Surpreendeu várias pessoas que ambos os filmes são de extrema qualidade e alguns até consideram os melhores do estúdio. Outra coisa que chama a atenção é o contraste de um filme para outro, enquanto em Totoro nós temos algo infantil e alegre em Túmulo do Vagalumes as coisas são bem diferentes.

Sinopse:
"Um dos filmes mais assistidos no Japão, Túmulo dos Vagalumes narra a história de dois irmãos que perdem tudo durante a Segunda Guerra Mundial. Este filme conta o outro lado da Guerra, sendo considerado um clássico." (Eu podia procurar outra melhor, mas essa é boa porque deixa as coisas )

Basicamente como eu já contei a história no outro post, aqui falarei mais do filme e sua produção. Ele foi baseado num livro de um escritor japonês (fizeram um live action também depois, mas eu não vi), que já tinha recebido várias ofertas de adaptações e recusou por causa do problema de ambientação, até receber o roteiro do Isao e aceitou. O escritor inclusive ficou impressionado em como o filme foi bem ambientado e feito.



Foi um dos últimos filmes que eu vi, porque eu já sabia que eu não ia me sentir bem quando ele acabasse. Ele tem momentos muito leves e outros extremamentes pesados. É um filme que se passa durante a segunda guerra de todo jeito. Ele basicamente mostrou uma realidade no Japão por causa da guerra. É tudo tão dolorido e horrível que quando o filme acabou meu coração estava despedaço e eu me sentindo mal.

Não entendam errado, é com MUITA certeza um dos melhores filmes do estúdio. O que me deixa mal com ele é como as coisas vão acontecendo. Você acaba se identificando com os personagens principal mesmo tendo uma realidade diferente das deles. O Isao fez uma coisa que ele queria: Os personagens não serem enxergados como heróis e melhores que você, mas sim extremamente próximos de você.



A cada coisa ruim que os acontecia eu ficava brava ou triste, dependia do que era. Eu fui me prendendo, mesmo fazendo questão de ver espaçadamente para não chorar no final, o que foi difícil conseguir. Foi muito intenso e pesado. O final talvez tenha sido o melhor, porque as coisas mudaram, e tudo aquilo que tinha acontecido antes virou só um "marco". O comecinho do filme é levemente confuso, mas ele já te deixa claro onde você está pisando e o que te espera.

Vale a pena? Vale, mas veja quando estiver num bom dia, um dia muito bom de preferencia, talvez ver com alguém também seja uma boa ideia. É um filme que eu penso e acaba comigo.

Com muita certeza é um filme que chega e fala "Não somos qualquer Studio". E sobre o "técnico" do filme que eu sempre falo: Ele é muito bem ambientado, a arte é linda, a trilha sonora é bonita e... Acabaram minhas forças para falar desse filme.



Agora...  O que esses dois filmes causaram? Eu deixo para o próximo filme: O Serviços de Entrega da Kiki.

P.s: Eu quase chorei indo pegar imagem para a postagem. ;-;

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